Sexta-feira, 18 de Maio de 2012

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Historias da Joia | A estética dos costumes

Por Eliana Gola

Na vida acadêmica, a primeira coisa que aprendemos é que “tudo tem um por que”.

Por que a arte não tem o mesmo significado para cada civilização?

Por que o que é bonito para uns não é para outros?

Portanto, começo este primeiro capítulo explicando a origem das artes.

O enfoque, aqui, é a jóia, seus significados e toda sua carga estética e histórica.


A História

A história mostra que todas as artes têm origem nos costumes.

Para explicar melhor darei como exemplo os animais: Eles possuem determinações naturais como características genéticas, forma do corpo, cores, comportamento e instinto, e estas características aproximam os semelhantes.


Mas, embora tenha o comportamento predeterminado geneticamente, agirá diferente se viver no calor ou no frio, com fartura ou escassez, grandes áreas ou reduzidas. Isso influenciará em suas formas, seus pêlos ou penas, em seu comportamento. Para sobreviver o animal se adapta à geografia que molda seus costumes e sua história.


O homem é uma intromissão no reino animal que herda características genéticas como os animais, mas modifica a geografia, cria a sociedade e faz sua história. A sociedade, com suas leis, geram costumes diferentes dos naturais.

Etiópia

O livro ”Pré-história da Arte Ocidental” de Leroi-Gourhan cataloga os objetos de adorno, do período da pedra lascada, como: “objetos para dependurar” atravessados por um buraco, para enfiamento, ou provido de ranhuras, para assegurar um laço. São nomeados como “objetos de adereço” ou “pingentes” e podemos considerar estes objetos os ancestrais das jóias.

No período neolítico quando o homem se fixa na terra e transforma o local onde vive, muda a geografia e faz sua história. Com a geografia modificada determina nova história, novos costumes - A nova história cria nova geografia e novos costumes – Num processo constante transformador.

O homem, sendo como todo animal cíclico, todos os estágios atingidos o conduz a outro.

Desenvolve a agricultura e a pecuária e passa a produzir mais do que consume, criando a necessidade de desenvolver utensílios para armazenar e, conseqüentemente as artes da cerâmica, da tecelagem, da cestaria entre outras.

O homem é ativo e produtor e desenvolve coisas para a sobrevivência e pela necessidade.


O processo constante transformador muda os costumes, mas alguns permanecem:

  • O ato de construir
  • O ato de vestir
  • O ato de falar
  • Tem a necessidade de:
  • Construir para se abrigar
  • Vestir para se proteger
  • Falar para se comunicar, mas,
  • Quando Fala quer se comunicar e quer também agradar,
  • Quando se Veste quer se proteger e quer também se enfeitar
  • Quando Constrói quer se abrigar, quer também embelezar


Mas, na HISTÓRIA, na PROTO-HISTÓRIA, na PRÉ-HISTÓRIA, há provas, sinais, indícios de que o homem quer agradar, se enfeitar e embelezar.


É a expressão dos desejos humanos - é atraente para os sentidos:

  • Ver - Ouvir - Tatear
  • O Atraente desperta a Curiosidade
  • A Curiosidade faz o homem Experimentar
  • A Experiência permite Compreender

É fácil explicar o que é necessário e todas as civilizações conhecem a função de um abrigo, porém não é nada fácil explicar o que agrada ou o que é atraente.

É fator comum em todas as civilizações que as coisas feitas, ditas, usadas e produzidas são para a satisfação.

A atração atiça o desejo das coisas e é comum entre os homens.

Mulher Girafa

É costume, mas, não está ligado à sobrevivência básica e, se não está ligado à sobrevivência - é desnecessário.

Kenia

Mas o homem é um animal peculiar que tem corpo, mas, também, tem espírito ou alma ou psique e, o homem exerce menos funções para o corpo do que para o espírito ou alma ou psique.

Produz para o corpo e para o espírito, mas, não podemos dizer que é da natureza, porém faz parte dos costumes, o que marca e o que identifica civilizações e culturas históricas.

EM ALGUMAS ÉPOCAS ESTE COSTUME FOI CHAMADO DE ARTE

A necessidade da ARTE

A necessidade que o homem tem da ARTE

Arábia Índia

Baseado nos conceitos levantados do livro: O Costume da Arte – Luiz Américo Munari - Editora FUPAM

Imagens extraídas do livro A Jóia – história e design, de Eliana Gola




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