Por Gracia Maria Santos BaiãoA esmeralda é a gema mais cobiçada do grupo do berilo. Dentre as variedades gemológicas deste grupo ela é a de maior importância do ponto de vista econômico. Esta gema é uma velha conhecida do homem, foi comercializada pelos egípcios e babilônios há mais de 5.000 anos. Seu nome origina-se do grego “smaragdos” que significa pedra verde.
Elas eram utilizadas como gemas e amuletos e acreditava-se que tinha dons proféticos, servindo para curar lepra e doenças do fígado, protegendo o amor conjugal, agindo contra o envenenamento, como cicatrizante e pedra protetora. | | foto Gracia Baião |
| | Historicamente as primeiras minas a serem exploradas foram as do Egito. Atualmente os principais produtores de esmeraldas no mundo são: Colômbia, Brasil (Bahia, Minas Gerais e Goiás), Zâmbia, Zimbabwe, África do Sul, Moçambique, Rússia, Tanzânia, Gana, Índia, Paquistão, Afeganistão, Austrália e EUA. |
No Brasil os primeiros depósitos de importância comercial desta nobre gema foram localizados na Bahia, em julho de 1963, quando foram descobertos no povoado chamado Salininha, nas proximidades do rio São Francisco, belos exemplares de esmeraldas de um verde muito intenso. Em princípio esta descoberta foi altamente discutida e contestada devido ao seu agente cromóforo, o vanádio, que na ocasião ainda não era conhecido como elemento responsável pela cor em esmeraldas. foto Gracia Baião | | foto Gracia Baião |
A esmeralda cristaliza-se no sistema hexagonal e os cristais têm hábito prismático. Apresenta densidade ~2,7g/cm3 e dureza que varia de 7,5 a 8 na escala de Mohs. Apesar da dureza razoável esta gema requer muita atenção na lapidação e no engaste em jóias devido à grande quantidade de inclusões. Tem no cromo e/ou vanádio os responsáveis por sua bela cor verde brilhante. Estudos realizados apontam o cromo como o principal agente responsável pelo enfraquecimento da estrutura favorecendo uma maior sensibilidade aos cristais de esmeraldas. Razão pela qual a esmeralda é a gema do grupo do berilo que mais apresenta inclusões. A esmeralda é frequentemente submetida a tratamentos que têm como principal objetivo disfarçar suas imperfeições e melhorar sua cor. Dentre os tratamentos mais comuns estão: | | foto Gracia Baião |
foto Gracia Baião | | térmico, muito utilizado para eliminar traços de amarelo, quando submetida a temperatura entre 400 e 450°C; preenchimento de fraturas ou cavidades; impregnação com óleos, ceras, resinas ou plásticos; e tingimento com substâncias corantes.
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Assim como o rubi e a safira a esmeralda sintética existe desde 1930, produzida essencialmente para uso em joalheria. Elas são fabricadas por dois processos, o método de fluxo e o método hidrotermal, que é o processo que melhor representa as condições naturais. | | foto Gracia Baião |
Referências: Anderson, B.W., A Identificação das Gemas. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 1993 Branco, Pércio de Moraes, Dicionário de Mineralogia e Gemologia. São Paulo, Oficina de Textos, 2008 Pellant, C., Rocks and Minerals. 1992 Sauer, Jules Roger., Brasil Paraíso das Pedras Preciosas. 1982 Sauer, Jules Roger., O Mundo das Esmeraldas. 1992 Schumann, W., Gemas do Mundo, Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2002 Schwarz,D., Esmeraldas (Inclusões em Gemas). Ouro Preto, Imprensa Universitária, Universidade Federal de Ouro Preto, 1987 Webster,R., Gems: Their sources, descriptions and identification. Revised by Peter G Read, Butterworth Heinemann Ltd, 1994 | | Gracia Maria Santos Baião - Coordenadora do Museu Geológico da Bahia- MGB e Coordenadora do Centro Gemológico da Bahia - CGB - Responsável Técnico pelo Laboratório Gemológico do Centro Gemológico, pertencente a Secretaria da Indústria Comércio e Mineração - SICM-BA. galbaiao@yahoo.com.br |
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