Sexta-feira, 03 de Setembro de 2010

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Faro Fino | A gente não quer só comida.

Faro Fino: em busca de pistas das novas tendências
Informação com curadoria

Publicada em 18/12/2008

A gente não quer só comida.

A gente quer também diversão, arte, celulares, notebooks, perfumes, massagens, cremes, roupas, óculos, penteados, e, sobretudo, muitas jóias!
Afinal, o que poderia ser considerado supérfluo ou necessário para as identidades dos consumidores contemporâneos?


A anatomia do consumo
O consumo está muito mais ligado às emoções do que à razão, conclui a matéria da revista Veja.
“Previsivelmente irracional” é o nome do livro do psicólogo Dan Ariely, da Universidade Duke dos EUA, que destaca o que já sabemos, mas que é sempre bom lembrar.
“Nos negócios sai-se melhor quem consegue provocar emoções positivas” afirma Ariely. E conclui: “as marcas encurtam o processo decisório envolvido numa compra. Quando conhecidas, elas levam a pessoa a um terreno onde se sente segura”.
Especialistas da Universidade de Harvard também trabalham com conhecimentos que já possuímos, como, por exemplo, que o oxigênio ajuda a aumentar a sensação de euforia, para com esta informação inspirar novos usos.
“O ser humano inspira mais de 5000 vezes por dia. São 5000 oportunidades para estimular alguém a comprar”. A afirmação espantosamente ansiosa é de Dionísio Ferenc, da empresa americana IFF. Exageros à parte, é importante lembrar que, cada vez mais, as marcas lidam com a interação do estímulo dos sentidos dos seus consumidores.

Sabemos que os sentidos operam interligados e que enviam e recebem informação durante todo o tempo em que os consumidores estão tomando suas decisões. Nesta direção, “Os cinco sentidos do luxo” é justamente o tema da nova Feninjer, a maior feira de jóias da América Latina, que mais uma vez materializa em suas vitrines a vanguarda das questões que envolvem o consumo e a moda.


A alma do consumo

O tema do consumo tem sido pauta prioritária dos mais respeitados veículos.
A edição de dezembro do jornal Le Monde Diplomatique, traz um interessantíssimo artigo, assinado pelo psicólogo Gustavo Barcellos, mestre pela New School Research de Nova York. Barcellos analisa a relação entre o homem contemporâneo e o consumo e aponta para algo similar ao aparecimento de um Homo Consumericus.  Segundo ele, uma forma humana modificada em que o consumo é o principal operador de significados e através do que ele estabelece relações com o mundo e com sua própria interioridade.
Já segundo matéria de capa da revista Exame, o luxo é apresentado como um movimento complexo que transpõe a fronteira entre produtos e cuja qualidade absoluta é apenas parte dos requisitos das mercadorias.

Luxo como entretenimento na sociedade do espetáculo
Vivemos um tempo onde já ficou claro que existe um forte vínculo entre o consumo como experiência de entretenimento e a visibilidade produzida pela sociedade do espetáculo. As decisões de consumir levam ao terreno das emoções mais primitivas e em poucos meios elas são tão bem exploradas como na mídia televisiva.
A super marca de joalheria Amsterdam Sauer utilizou com maestria todos os ensinamentos e realizou sua campanha de final de ano, muito apropriadamente, com a belíssima Patrícia Pillar, sem dúvida alguma o mais visível e eficiente ícone do talento feminino de nossos dias.

Amsterdam Sauer
Certamente que o investimento usado para criar a coleção Glam será totalmente revertido, com os devidos juros e dividendos, para abrilhantar ainda mais a aura da marca.



Amsterdam Sauer
Linha Bardot



Amsterdam Sauer
Linha Essência



Amsterdam Sauer
Linha Reserva



Amsterdam Sauer
Linha Florescer



Amsterdam Sauer
Linha Bela


Olho Vivo para os 4 fatores que ordenam a produção do luxo, segundo especialistas consultados pela revista Veja:

1) Criatividade e inovação. O mercado de luxo requer produtos que possibilitem experiências únicas a um tipo de consumidor extremamente exigente e bem informado.

2) Cuidados nos detalhes. A atenção dispensada a cada detalhe é obsessiva, e não é feita nenhuma concessão que possa comprometer a qualidade final do produto.

3) Escala reduzida. A exclusividade - ou a sensação dela - é um dos pressupostos do mercado de luxo, e empresas dedicadas a fornecer ao topo da pirâmide têm produção e oferta limitadas por definição.

4) Investimento contínuo. As empresas de luxo reinvestem mais no próprio negócio e, de forma geral, os lucros só são significativos depois da primeira década de operação.

Beijos e os votos de boas festas!

Regina Machado










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