Sábado, 18 de Maio de 2013

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Histórias da joia: Van Cleef e Arpels, por Eliana Gola


A marca Van Cleef & Arpels faz parte da história da evolução do universo joalheiro, com suas contribuições para o desenvolvimento estético e técnico da joalheria


Estelle Arpels e Alfred Van Cleef se casaram em 1896. Ela, filha de comerciante de gemas e irmã de dois peritos em gemologia. Ele, filho de  joalheiro holandês. A marca iniciou suas atividades em 1906, quando Alfred Van Cleef e Charles Arpels, seu cunhado, resolveram abrir um negócio no ramo de joias e gemas, registrado como marca Van Cleef & Arpels e estabelecido no número 22 da Place Vendôme, em Paris. Rapidamente tornou-se uma das primeiras maisons de luxo da França.



Em 1926, o designer René Sim Lacaze e o filho de Estelle e Alfred, Reneé Puissant, começaram a colaborar com o design da marca. As próximas duas décadas foram marcadas pela excelência da qualidade e criatividade.

Em 1939 abriram a primeira loja no número 744 da Fifht Avenue, em NovaYork, sendo uma das primeiras firmas europeias a se estabelecer no chamado “novo mundo”.

Nos anos 20 a marca já se preocupava em acompanhar as tendências da moda, adicionando colares compridos e brincos balançantes para atender ao estilo da época. A empresa rapidamente se adaptou às modificações e necessidades da moda dos anos seguintes. A Van Cleef & Arpels  interpreta a natureza fazendo com que a beleza, a força vital e a fragilidade coexistam em suas peças.

Nos anos 60, criam a multicolorida coleção Alhambra que reflete perfeitamente a cultura pop do período, relançada em 2001.


Alhambra


O Musée de La Mode ET Du Costume, em Paris, organizou em 1992, uma retrospectiva da joalheria. Em sua lista de encomendas constam nomes célebres, e a criação de joias raras e exclusivas: presentes de aniversário que o príncipe de Gales oferecia a Wallis Simpson ou o conjunto de joias usados no casamento da princesa do Egito Fawzia com o Xá do Irã em 1938. A marca se tornou a  fornecedora oficial de joias para o Principado de Mônaco, inclusive desenvolvendo as peças exclusivas para o casamento da Princesa Grace Kelly em 1956.



Em 1967, Van Cleef & Arpels criou e confeccionou a coroa e o conjunto de joias para a coroação de Farah Palhavi,  do Irã e, deste modo, assinou uma de suas mais emblemáticas coleções. As pedras usadas nas peças não podiam sair do interior da sala do tesouro de Teerã, o que levou Pierre Arpels a fazer 24 longas viagens até o local para finalizar a peça.



Em 1999, a marca foi comprada pelo conglomerado de luxo Compagnie Financiére Richemont e, mesmo com as crises econômicas, vem seguindo a tradição de abrir lojas mesmo nesses momentos difíceis, assim como fez quando eclodiu a Segunda Guerra Mundial e abriu sua primeira filial em em NovaYork.


   


Entre as numerosas inovações de Van Cleef &Arpel, a de maior relevância continua sendo o Mistery Setting. Foi patenteada em 1933. A técnica consiste em colocar as pedras em um trilho com o formato de T feito de ouro, que é mais maleável que a platina. É realizado por especialistas em cravação e lapidação trabalhando juntos, não só para garantir que as pedras tenham a mesma cor como também que a lapidação esteja perfeita para encaixar nos trilhos.


 


Desde 2000 vem fazendo parte de importantes desfiles de estilista e designers de moda. Hoje, no mesmo prédio no número 22 da Place Vendôme, em Paris, a Van Cleef inova mais uma vez lançando uma escola. O aluno tem em módulos, a oportunidade de conhecer a história, os métodos de criação e, por último, suas oficinas.

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Fonte: Eliana Gola

Publicada em 09.05.2012

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